Reprodução e divulgação: Rede sociais
No último domingo (30), protestos contra a anistia dos detidos no dia 8 de janeiro de 2023 foram realizados em diversas cidades do Brasil, incluindo um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Organizados por setores da esquerda, os eventos também defenderam a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, a baixa adesão às manifestações chamou a atenção e se tornou alvo de críticas e piadas nas redes sociais.
Imagens e vídeos compartilhados na internet mostraram um público reduzido na região do Museu de Arte de São Paulo (Masp), ponto central da manifestação na capital paulista. O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), um dos organizadores do protesto, esteve presente e mencionou o horário das 14h como momento de maior concentração, embora os registros apontassem um fluxo modesto de participantes.
A repercussão negativa veio principalmente de parlamentares da oposição, que ironizaram a baixa adesão. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou nas redes sociais: “A esquerda conseguiu organizar uma manifestação tão grande que dá para contar as pessoas na foto. Eu contei 44 e vocês?”. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também criticou o ato, afirmando que a mobilização foi “impressionante pelo pequeno número de manifestantes”.
O vereador paulistano Rubinho Nunes (União) destacou a falta de engajamento popular: “A Paulista vazia fala mais alto que qualquer discurso. O Brasil real já escolheu”. Além das declarações de políticos, internautas também ironizaram o evento, classificando-o como um fracasso e incentivando comentários humorísticos sobre a falta de público.
A mobilização deste domingo, cujo objetivo era pressionar contra uma eventual anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, acabou gerando mais debate sobre sua baixa participação do que sobre suas pautas. Com isso, a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o episódio para reforçar suas críticas e contestar a força da esquerda nas ruas.