A derrota esmagadora da Seleção Brasileira por 4 a 1 contra a Argentina, em Buenos Aires, na última terça-feira (25), aumentou a pressão sobre o técnico Dorival Júnior. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já está analisando possíveis substitutos, diante do descontentamento crescente com os resultados da equipe.
Nos bastidores, o nome de Carlo Ancelotti, atualmente no comando do Real Madrid, volta a ganhar força. O treinador italiano é o preferido dos dirigentes da CBF, mas sua situação no clube espanhol ainda é incerta. Com a proximidade do Mundial de Clubes, a grande dúvida é quando a decisão sobre uma eventual troca de comando será tomada.
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, evitou declarações definitivas logo após a partida no Monumental de Núñez, mas deixou claro que avalia a situação com cautela. “Amanhã eu falo”, declarou aos jornalistas. Em entrevista posterior, destacou que a entidade oferece todas as condições necessárias à comissão técnica, mas que o desempenho em campo é uma variável incontrolável.
Além de Ancelotti, outros nomes estão sendo considerados para o cargo. Filipe Luís, atualmente treinador do Flamengo, também é analisado, mas tem compromissos com o clube no Mundial de Clubes. Abel Ferreira, do Palmeiras, e Jorge Jesus, técnico do Al Hilal, também são mencionados, mas com menor aprovação interna.
A decisão final deve ser tomada apenas em junho, coincidindo com os próximos compromissos da Seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo, contra Equador e Paraguai. Enquanto isso, Dorival Júnior tenta reorganizar a equipe para evitar um agravamento da crise.
Nos vestiários, o clima após a goleada foi de desolação. Segundo fontes internas, os jogadores estavam abatidos e conscientes da pressão que paira sobre o elenco e a comissão técnica. Com o próximo período de convocação apenas em junho, a Seleção terá tempo para refletir sobre o momento turbulento e buscar soluções para retomar o caminho das vitórias.