Cenário preparado para debate desta quinta (1º) — Foto: Globo/Manoella Mello
A Globo decidiu cancelar o debate entre os candidatos à Presidência da República que estava previsto para a noite desta quinta-feira (1º). A emissora informou que recebeu duas decisões judiciais pouco antes da transmissão, modificando critérios estabelecidos previamente para o encontro.
Uma das decisões foi assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após pedido apresentado pela campanha de Lula (PT). A determinação impediu que o púlpito destinado ao candidato ausente permanecesse no cenário com seu nome e também vetou a realização de perguntas dirigidas a ele pelos demais participantes.
A regra havia sido incluída no conjunto de normas do debate, que foi previamente aprovado e assinado pelos partidos. O acordo previa que, caso um candidato não comparecesse, seu espaço permaneceria vazio e identificado. Também estava prevista uma rodada em que os candidatos presentes poderiam formular, em 30 segundos, perguntas que seriam feitas ao ausente.
Outra decisão, desta vez do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos, do Missão, no debate. O pedido foi apresentado pelo Solidariedade.
Pelas regras eleitorais utilizadas para definir a participação em debates de rádio e televisão, devem ser convidados obrigatoriamente candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Com base nesse critério, a Globo havia convidado Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).
Também houve alteração anterior na composição do debate. Na terça-feira (29), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, decidiu pela inclusão de Romeu Zema, do Novo, após modificar o entendimento sobre a contagem de parlamentares para fins de participação em debates.
Diante das decisões judiciais emitidas próximas ao horário previsto para a transmissão, a Globo afirmou que não teria condições de manter o formato originalmente acordado.
Em comunicado, a emissora declarou que as determinações provocaram insegurança jurídica e alteraram as regras estabelecidas para o debate. A Globo também afirmou que sua intenção era proporcionar aos eleitores um espaço para acompanhar as propostas dos candidatos e comparar suas posições.
Após o cancelamento, candidatos e entidades ligadas à imprensa lamentaram a suspensão do encontro e manifestaram preocupação com as mudanças determinadas pela Justiça Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal.
























