Foto: Brenno Carvalho
Um dia após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que foi alvo de um processo de “desconstrução” durante os cinco meses de articulação política. Ele recebeu 34 votos favoráveis, número insuficiente para aprovação, e atribuiu o resultado a uma campanha de críticas e ataques à sua imagem.
Apesar de ter feito acenos à oposição — incluindo posições mais conservadoras e defesa de autocontenção do STF —, Messias não conseguiu reverter a resistência no Congresso. Em discurso após a derrota, declarou ter “lutado o bom combate” e ressaltou que sua trajetória profissional não depende de cargos públicos.
A rejeição representa um revés significativo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que terá de indicar um novo nome para a Corte. O episódio também acirra a tensão entre o governo e o Senado, presidido por Davi Alcolumbre, em um cenário político já sensível às vésperas das eleições.
Esta é a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeita um indicado ao STF, tornando o caso um marco histórico na relação entre os Poderes na redemocratização brasileira.
