Hospital DF Star divulgou na manhã desta sexta-feira que o ex-presidente está clinicamente estável, mas com elevação de marcadores inflamatórios e tratamento intensivo continua em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. De acordo com boletim médico divulgado na manhã de hoje, Bolsonaro está clinicamente estável, mas apresentou piora na função renal e aumento dos marcadores inflamatórios, o que exige monitoramento contínuo da equipe médica.
Segundo o informe, o tratamento iniciado na véspera segue com administração de antibióticos e hidratação por via endovenosa. Além disso, o ex-presidente também está sendo submetido a fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa, dentro do protocolo adotado pela unidade hospitalar.
Bolsonaro deu entrada no hospital após passar mal na cadeia da Papudinha, no Distrito Federal. Ele foi encaminhado ao DF Star com quadro de vômitos e dificuldade para respirar, o que levou a uma avaliação médica imediata e à decisão de mantê-lo internado em observação intensiva.
O diagnóstico apontado pelos médicos foi de broncopneumonia bilateral aguda. Conforme explicaram os profissionais de saúde, o ex-presidente sofreu crises de refluxo, que provocaram a aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões, atingindo ambos os lados, com maior comprometimento do pulmão esquerdo.
Ainda segundo a equipe médica, o conteúdo do estômago carrega bactérias que podem causar infecções graves quando alcançam o sistema respiratório, agravando o quadro clínico. Por isso, Bolsonaro está recebendo dois antibióticos por via intravenosa, em um tratamento previsto para durar pelo menos sete dias.
O cardiologista Leandro Echenique afirmou que a evolução clínica dependerá da resposta do organismo aos medicamentos. Segundo ele, a equipe acompanha diariamente o comportamento da infecção, levando em consideração tanto a agressividade da bactéria quanto a capacidade de recuperação do paciente.
Os médicos também destacaram que a recuperação tende a ser mais lenta em razão da idade e do histórico de saúde do ex-presidente. Aos 70 anos, Bolsonaro apresenta fatores que podem dificultar uma melhora mais rápida, o que reforça a necessidade de permanência na UTI e de acompanhamento rigoroso nos próximos dias.