Foto: Reprodução de redes sociais.
Líder histórico do esporte amador, Pires construiu uma trajetória marcada por títulos, formação de atletas e amor incondicional pelo futebol guarulhense
Guarulhos está em luto com a despedida de José Waldomiro Pires (1948–2026), um dos maiores nomes da história do futebol de várzea da cidade. Natural de Coaraci, na Bahia, Pires dedicou praticamente toda a sua vida ao esporte, ajudando a construir capítulos fundamentais do futebol amador local com liderança, paixão e compromisso.
Ao longo de décadas, Pires atuou como jogador, treinador e diretor técnico, deixando sua marca em equipes tradicionais do cenário varzeano. Sua trajetória foi coroada por conquistas expressivas, como o título da 2ª Divisão de Guarulhos em 1995, as Copas Kaiser, o Campeonato Amador do Estado de São Paulo em 2007, além do Torneio Rio/São Paulo disputado no Maracanã e da Copa Hiro Energy, em 2009.
Mais do que os troféus, José Waldomiro Pires deixa um legado humano difícil de mensurar. Pai, esposo, amigo e líder nato, era presença constante no cotidiano do futebol da cidade, sempre ao lado da esposa, dona Maria Ângela, na cantina do Cícero Miranda, ponto de encontro de atletas, dirigentes e torcedores, onde o acolhimento era tão forte quanto a paixão pelo esporte.
A despedida foi marcada por homenagens emocionadas. Para José Carlos Guimarães, ex-presidente da União das Ligas de Futebol Amador, a perda deixa “uma lacuna enorme no esporte guarulhense”. Tico Emerson, diretor da Secretaria de Esportes de Guarulhos, ressaltou que Pires era “mais do que um amigo, um apaixonado pelo futebol”. Valtinho, também da pasta esportiva, definiu-o como “um ícone do futebol de várzea”. Já Felisberto, conhecido como Cabeção, destacou que, não fosse a doença, Pires “ainda estaria na luta diária pelo futebol amador”.
Neste momento de dor, fica a solidariedade à esposa Maria Ângela, aos filhos Zé e Elaine, aos familiares, amigos e a toda a comunidade esportiva de Guarulhos. O apito final de José Waldomiro Pires ecoa como silêncio nos campos de várzea, mas seu legado seguirá vivo em cada jogo, em cada clube e em cada atleta que aprendeu a amar o futebol sob sua influência. Que Deus conforte os corações de toda a família.