
Imperatriz Leopoldinense: Divulgação/Riotur/ o globo
Enquanto a Imperatriz Leopoldinense foi bem avaliada ao homenagear Ney Matogrosso, a Acadêmicos de Niterói, que exaltou Luiz Inácio Lula da Silva, acabou rebaixada em sua estreia no Grupo Especial
Os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro começaram na noite de domingo (15), levando ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí quatro grandes agremiações: Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira. Cada escola teve até 80 minutos para apresentar seus enredos, que abordaram temas que vão da política à música, passando por homenagens a artistas e referências à cultura afro-brasileira.
A estreante Acadêmicos de Niterói entrou na avenida embalada pelo título da Série Ouro de 2025 e levou para a Sapucaí o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e pelo enredista Igor Ricardo, o desfile trouxe alegorias e alas que retrataram a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva, desde sua origem operária até a Presidência da República.
Apesar da expectativa em torno da apresentação, a escola acabou ficando na última colocação do Grupo Especial, sendo rebaixada para a Série Ouro no próximo Carnaval. O resultado gerou debates nas redes sociais e entre foliões, sobretudo pelo caráter político do enredo.
Enquanto isso, a Imperatriz Leopoldinense apostou em uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso, celebrando sua trajetória artística, irreverência e contribuição à música brasileira. A apresentação foi marcada por fantasias luxuosas, forte apelo visual e um conjunto harmonioso entre samba-enredo, bateria e evolução, rendendo elogios do público e dos jurados.
A coincidência entre a homenagem a uma figura artística consagrada e o rebaixamento da escola que exaltou uma liderança política alimentou interpretações diversas. Parte do público também criticou elementos do desfile da Acadêmicos de Niterói que teriam ironizado símbolos religiosos, o que gerou controvérsia e reações entre espectadores.
Independentemente das leituras políticas, o Carnaval carioca reafirmou sua característica histórica de espaço plural, onde arte, crítica social, cultura popular e posicionamentos ideológicos dividem a mesma avenida. Entre vitórias e rebaixamentos, a Sapucaí mais uma vez foi palco de emoção, disputa acirrada e intensa repercussão pública.




























