Foto: Reprodução e Divulgação Wikipédia
A sugestão passe a se chamada praia do cão orelha
Reprodução e divulgação rede sociais
A morte brutal do cão comunitário conhecido como Orelha, ocorrida no início de janeiro de 2026 na Praia Brava, em Florianópolis, provocou indignação e tristeza que ultrapassaram as fronteiras de Santa Catarina e repercutiram nacional e internacionalmente. O animal, que tinha cerca de 10 anos e era cuidado informalmente por moradores e comerciantes da região, foi espancado até a morte, em um caso que reacendeu o debate sobre violência contra animais no país.
Conhecido pelo temperamento dócil e pela presença constante nas ruas e estabelecimentos da Praia Brava, Orelha era considerado um símbolo da convivência comunitária. Recebia alimento, água e carinho de moradores e turistas, tornando-se parte da identidade local. Após a confirmação de sua morte, manifestações de pesar tomaram conta das redes sociais, com pedidos de justiça e maior rigor na punição aos responsáveis.
Diante da comoção, integrantes da comunidade defendem que o episódio não seja esquecido. Uma das propostas em discussão é a articulação junto a parlamentares para a criação de um projeto que viabilize a construção de um monumento em homenagem a Orelha na própria Praia Brava. A ideia é que o memorial sirva como símbolo permanente de conscientização contra maus-tratos e violência animal.
Bode Bito Reprodução divulgação Rede Sociais
A sugestão tem como referência iniciativas semelhantes em outras partes do país, como o monumento dedicado ao Bode Bito, em Sergipe, que se tornou ponto turístico e marco cultural regional. Para moradores da Praia Brava, um espaço de memória dedicado a Orelha teria não apenas valor afetivo, mas também educativo.
“A população precisa lembrar do que aconteceu para que casos como esse não se repitam”, afirma uma moradora que acompanhou a trajetória do animal ao longo dos anos. Segundo ela, manter viva a memória de Orelha é também uma forma de reforçar a responsabilidade coletiva na proteção dos animais.
Organizações de defesa animal reforçam que a criação de um monumento pode ajudar a transformar dor em mobilização social. Enquanto isso, a comunidade aguarda o avanço das investigações e espera que a justiça seja feita, para que a história de Orelha não termine apenas em indignação, mas em mudanças concretas na proteção aos animais.