Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis — Foto: Reprodução/Redes sociais

A morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, de aproximadamente 10 anos, gerou comoção e revolta entre moradores da Praia Brava, no Norte de Florianópolis. Figura conhecida na região, o animal era cuidado por comerciantes e frequentadores da praia, tornando-se símbolo de convivência e afeto da comunidade local.

Moradores fazem protesto no sábado (24), após morte de cão comunitário em Florianópolis — Foto: Divulgação/Fernanda Oliveira

O caso ganhou grande repercussão em Santa Catarina, mobilizando organizações de proteção animal, celebridades e autoridades públicas, que passaram a cobrar rigor na apuração dos fatos e punição aos responsáveis. Manifestações nas redes sociais pedem justiça e reforçam a necessidade de ações mais efetivas contra maus-tratos a animais.

De acordo com a Polícia Civil, ao menos quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de envolvimento nas agressões que resultaram na morte de Orelha. As investigações avançaram nos últimos dias e, na manhã desta segunda-feira (26), foi deflagrada uma operação policial para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

As autoridades seguem apurando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do crime. A morte de Orelha reacendeu o debate sobre violência contra animais, responsabilidade coletiva e a aplicação da legislação que prevê punições para casos de maus-tratos, reforçando o apelo da sociedade por justiça e por medidas que evitem novos episódios semelhantes.