Fontes: Jnguarucity/ CMG

Ricardo Juliano Moura, apontado como o principal responsável pela grilagem de terras no Parque Mikail, em Guarulhos, foi preso nesta quarta-feira (15). Segundo denúncias, ele utilizava ameaças e coação para expulsar famílias da área e assumir o controle de terrenos no bairro.
Foto: Jnguarucity-CMG

A prisão ocorreu no mesmo dia em que dezenas de moradores do Parque Mikail compareceram à Câmara Municipal para pedir ajuda das autoridades. Durante a sessão, o vereador e delegado Gustavo Mesquita (PL) subiu à tribuna para confirmar as denúncias, relatando que esteve pessoalmente no local e presenciou a gravidade da situação.
“Estive no bairro e constatei o absurdo que os moradores vêm enfrentando. Pessoas sendo coagidas, ameaçadas, sem proteção”, afirmou Mesquita. O parlamentar pediu permissão ao presidente da sessão, vereador Gilvan Passos (PSD), para anunciar oficialmente a prisão de Ricardo Juliano Moura.
A detenção de Moura ocorre após uma série de processos judiciais envolvendo o nome dele. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) já havia confirmado, em agosto de 2024, a condenação de Moura e da Prefeitura de Guarulhos pela implantação de um loteamento clandestino na Rua Dolomita, no Parque Mikail, região do Parque Primavera.
A decisão judicial é resultado de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público em 2017, que comprovou que Moura comercializou lotes de forma irregular — sem autorização, sem registro e sem infraestrutura básica.
O Tribunal também reconheceu a responsabilidade da Prefeitura de Guarulhos, então sob a gestão do ex-prefeito Guti (PSD), por omissão e conivência. Segundo a sentença, o município tinha conhecimento das irregularidades, mas não impediu o avanço da ocupação nem exerceu seu dever de fiscalização.
Com a prisão de Ricardo Moura, os moradores do Parque Mikail esperam que as ameaças cessem e que a Justiça avance na regularização fundiária e na proteção das famílias que vivem no bairro.




























