Foto: Reprodução e divulgação rede sociais
O céu nublado de São Paulo abriu espaço para uma tarde carregada de emoção, luta e representatividade. Na rebatizada Mercado Livre Arena, antiga casa do futebol paulista, o Favela da 13, de Guarulhos, venceu por 1 a 0 o Vila São José, de São Bernardo do Campo, e sagrou-se campeão da edição paulista da Taça das Favelas 2025.
O jogo foi tenso do início ao fim. De um lado, a garra do time guarulhense, que vinha embalado por uma campanha sólida. Do outro, a paixão e o peso da emoção trazida pelo Vila São José, que dedicou sua caminhada ao jovem Felipe, amigo de longa data do atacante Kauê Pavan, falecido pouco antes da semifinal. O nome de Felipe ecoou nas arquibancadas, lembrado em faixas, cantos e lágrimas.
O único gol da partida nasceu dos pés de Léo, camisa 10 do Favela da 13. Em uma jogada rápida, ele driblou dois marcadores e bateu no canto, sem chances para o goleiro adversário. O estádio explodiu — de um lado em celebração, do outro em respeito silencioso.
Apesar da derrota, o sentimento do lado do Vila não era de fracasso. “Só de estar aqui, vestindo essa camisa, já é uma conquista”, disse Paulo Couto, meio-campista de apenas 16 anos, enquanto segurava a medalha de prata com um brilho no olhar. “Nossa comunidade venceu com a nossa história.”
Com o título, o Favela da 13 garante vaga na etapa nacional da Taça das Favelas, organizada pela CUFA — a Central Única das Favelas — que reúne talentos das periferias de todo o Brasil em uma vitrine de esperança e futuro. A próxima fase acontece entre outubro e novembro, reunindo os melhores de cada estado.
Mais do que futebol, a final foi um retrato do poder de transformação do esporte — capaz de unir bairros, honrar memórias e criar novos sonhos.