Foto: Juliana Martins-Divulgação Instagram
O governo brasileiro informou que não custeará o traslado do corpo da jovem Juliana Marins, de 26 anos, que morreu na Indonésia após cair em uma área de difícil acesso do vulcão Rinjani. A decisão segue a legislação vigente, segundo o Ministério das Relações Exteriores, que determina que despesas com repatriação de corpos devem ser arcadas pela família do falecido.
Juliana estava desaparecida desde o último sábado (21) e teve a morte confirmada na terça-feira (24). Seu corpo foi localizado por uma equipe de voluntários na manhã de quarta-feira (25), após sucessivas tentativas de resgate interrompidas pelas condições climáticas adversas.
Diante da repercussão do caso, o ex-jogador Alexandre Pato, por meio da assessoria da emissora SBT, ligada à família de sua esposa, Rebeca Abravanel, ofereceu ajuda financeira à família de Juliana para o transporte do corpo ao Brasil. A assessoria informou que o contato foi feito, mas não há confirmação se a oferta foi aceita.
O Itamaraty informou que três representantes da Embaixada do Brasil na Indonésia foram enviados à região, localizada a cerca de 1.200 km da capital Jacarta, para prestar apoio consular à família, dentro dos limites estabelecidos pelo Decreto 9.199/2017.
De acordo com o artigo 257 do decreto, o governo brasileiro presta apoio em situações como acidentes, falecimentos e catástrofes naturais, mas não cobre despesas com hospitalizações nem com o traslado de corpos, exceto em casos de emergência humanitária.
Apesar da assistência prestada, parlamentares da oposição criticaram o governo Lula nas redes sociais por não custear o traslado do corpo de Juliana. Deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ) questionaram a prioridade do governo, comparando o caso à concessão de asilo diplomático à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada por corrupção, e trazida ao Brasil em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
“Por que o governo bancou o translado de uma corrupta condenada e não ajuda uma cidadã brasileira vítima de um trágico acidente?”, escreveu Ferreira. Jordy também criticou: “A FAB foi usada para buscar Heredia. Mas com a brasileira morta na Indonésia, a família é quem paga.”
Em nota divulgada após a confirmação da morte, o Ministério das Relações Exteriores expressou condolências aos familiares de Juliana e reiterou o compromisso de prestar todo apoio consular possível dentro do que a legislação permite.